Marconi Inaugura Fecularia
 Foto: Wagnas Cabral 
Empresários investem R$ 8 milhões em Bela Vista e geram 50 empregos diretos e 700 indiretos

Foi inaugurada na tarde de ontem a Fecularia Bela Vista (Febela), que vai ser responsável por produzir o amido de mandioca, conhecido como fécula, no Estado de Goiás. Essa é a primeira indústria do ramo que entra em atividade no Estado. A outra é a Goiamido, que será inaugurada em Jaraguá. Antes de começar a construir, os seis sócios da empresa encomendaram um estudo que durou dois anos e apontou o potencial goiano para a produção do amido de mandioca. Com os dados em mãos, foram necessários R$ 8 milhões para concluir a planta industrial, que em sua primeira fase será capaz de processar 50 toneladas de fécula por dia.

De acordo com o diretor administrativo e comercial da Febela, Thiago Afonso Ferreira, a produtividade da empresa será feita com 60% da capacidade instalada. Ele também destaca que, com o início da produção de fécula em Goiás, o Estado deixa de comprar de outras unidades da federação e gera 50 empregos diretos e 700 indiretos em Bela Vista.

A unidade vai produzir amido de mandioca a partir de duas variedades - a da mandioca clara, de melhor qualidade, e da escura, de qualidade inferior. Thiago Afonso disse que para processar a produção foram adquirdos equipamentos brasileiros, financiados em parte pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Febela conta ainda com benefícios do programa Produzir, que concedeu créditos de ICMS no valor de R$ 68 milhões

Além do maquinário, que está instalado em uma área de três mil metros quadrados, a indústria já firmou contratos com 40 produtores de mandioca, entre pequenos, médios e grandes, de várias cidades do Estado.

Segundo o diretor agrícola da Febela, Luciano Afonso Ferreira, a produção de mandioca é vantajosa, especialmente para o pequeno produtor, que pode iniciar o cultivo sem muito investimento, além de conciliá-lo com outras culturas. "A mandioca é interessante como uma poupança para o produtor, que pode priorizar outras produções e mantê-la com baixo custo".

Na solenidade de inauguração, o governador Marconi Perillo, em discurso junto a autoridades e funcionários da fecularia, disse que "a empresa nasce sólida e firme, num momento em que outra fecha", com uma alusão à situação da Avestruz Master. Ele também afirmou que a empresa ainda vai se tornar referência brasileira na produção de amido de mandioca.

Fornecimento - A preocupação da Febela é com o fornecimento de matéria-prima. Para evitar variações na produção, o diretor industrial Cândido Ferreira afirma que a empresa "fez contratos equilibrados, para evitar a escassez ou excesso de mandioca". Ele estimou que o produtor deve receber em torno de R$ 120 por tonelada produzida e a fécula industrializada deve custar cerca de R$ 700 a tonelada.

A empresa não estimou qual seria o custo de produção, já que ainda não fez os testes com o maquinário instalado. Cândido Ferreira informou que dentro de quinze dias a fecularia já terá o resultado dos testes e vai poder definir quanto será gasto com a produção. Nos testes também será definida a capacidade de produção de amido de mandioca a partir das variedades clara e escura.

Thiago Afonso afirma que a primeira variedade é mais rentável, porque tem melhor qualidade. Apesar de a espécie escura ser predominante em Goiás, a fecularia trouxe variedades dos Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, que são os Estados que mais produzem fécula no Brasil e são responsáveis por 97% da produção nacional.
Fonte Diário Da Manhã


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Notícia Postada em 20/03/2006 por: Rafael

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